segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quem faz a cidade somos nós

Excelentíssimo Senhor Geraldo Magela Pereira
Secretário de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano - SEDHAB
 
 
Excelentíssimo Senhor Secretário,
 
 
Venho, por intermédio deste Ofício, informar Vossa Excelência das irregularidades que foram cometidas durante a realização da Etapa Local da 5ª Conferência das Cidades, na Região Administrativa do Park Way.
 
Como é do conhecimento de Vossa Excelência a reunião foi realizada no dia 24 de agosto na Escola de Vargem Bonita.
 
Segundo o Regulamento das Etapas Locais, em seu art.4º,“Serão considerados participantes da etapa local da 5ª Conferencia Distrital das Cidades, com direito a voz e a voto, as pessoas que se credenciarem” na forma do regimento interno.
 
O Artigo 5º por sua vez decide que "Serão considerados observadores os cidadãos que não pertençam a entidades, que queiram contribuir para o debate e participar da etapa local da 5ª Conferência Distrital das Cidades, com direito a voz e não a voto.”
 
Ora, tendo em vista a diferença entre os "participantes" e os "observadores" deveria ter havido por parte dos representantes da SEDHAB um controle, por mínimo que fosse sobre os presentes. No entanto, apesar das críticas de alguns moradores, não foi solicitada a apresentação, na hora do credenciamento, de nenhum tipo de comprovante de residência, de filiação a entidade profissional, sindical, acadêmica ou organização não governamental à qual o morador alegava pertencer. Os representantes da SEDHAB, organizadores do evento, aceitaram as declarações dos presentes possibilitando dessa forma, que inúmeros participantes se auto designassem moradores do Park Way e membros de associações, muitas das quais ninguém tinha ouvido falar antes.
 
Além disso, alguns dos participantes que saíram antes do termino "repassaram" seus crachás de identificação a penetras que nem sequer tinham sido cadastrados mas que puderam, devido `a falta de fiscalização da SEDHAB, votar e serem votados!
 
Senhor Secretário,
 
Como Vossa Excelência deverá recordar – pois estava presente – a Plenária da 4ª Conferência das Cidades foi invadida por uma claque, organizada e lavada pelo dono de uma casa de festas, treinada para vaiar e ridicularizar os moradores regulares do Park Way que na ocasião defendiam legitimamente a manutenção dessa RA como um bairro exclusivamente residencial.
 
Para espanto da plateia, os representantes da SEDHAB – inclusive Vossa Excelência – nada fizeram para retirar do recinto os integrantes da acima citada claque, apesar deles estarem perturbando o bom andamento da Plenária e humilhando os moradores regulares do Park Way.
   
Durante a Audiência Publica da LUOS (Lei de Uso e Ocupação do Solo), também de iniciativa dessa Secretaria, a dona de uma escola irregular no Park Way contratou 50 elementos para fazer o mesmo: vaiar e ridicularizar os moradores do Park Way que querem manter o bairro como de ocupação apenas para fins residenciais.
 
Senhor Secretário,
 
Vossa Excelência tem ambições políticas. Segundo os jornais, pretende se candidatar  a Senador.  Para tanto, deverá convencer os eleitores da  integridade e da transparência com que cuida das questões de interesse público.
 
Atitudes que possam causar suspeitas de manipulações, que tenham pouca transparência, que permitam que grupos organizados – e provavelmente pagos por pessoas e organizações com interesses próprios, nem sempre alinhados com as reais demandas da sociedade local – imponham suas vontades não angariam a confiança da população para com a SEDHAB e, consequentemente para com seus responsáveis.
Segundo alguns moradores do Park Way, a Conferência das Cidades não procura a participação dos cidadãos como afirma em seu folheto. Seria apenas uma "pantomima" para respaldar a vontade dos aliados do Governo, razão pela qual os representantes da SEDHAB simplesmente ignoraram as colocações dos moradores sobre o falta de credenciamento adequado das pessoas que participaram do evento.
 
Tal falta de cuidado possibilitou aos "penetras" que votassem e fossem votados e a consequência de tal irregularidade é que uma moradora do Park Way, professora da UNB, com graduação em meio ambiente e mestrado em educação perdesse a votação no segmento de pesquisador (a) acadêmico(a) para a dona de uma creche!
 
 
Senhor Secretário,
 
A organização da Etapa Local da 5ª Conferência das Cidades não foi representativa do Park Way, não demonstrou a vontade de seus moradores.
 
Ao contrário, as manipulações e irregularidades foram tantas que mais uma vez ficou demonstrado que "Quem faz a cidade somos nós, .....da SEDHAB!"
 
Respeitosamente,
Flavia Ribeiro da Luz
Associação Park Way Residencial

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MPDFT discute medidas de proteção aos animais domésticos

Com o objetivo de identificar os principais problemas que envolvem os animais domésticos do Distrito Federal e de desenvolver políticas públicas atreladas ao tema, os titulares da 1ª e 4ª Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema) se reuniram, na última terça-feira, dia 27, com representantes da Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema), do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) e da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri/DF).
No encontro, o Ibram informou que existe a intenção de construir, com a verba de compensação ambiental, um hospital público veterinário, em Taguatinga. O local, provavelmente, irá desenvolver um programa de castração de cães e gatos. Entretanto, o projeto ainda não foi aprovado e formalizado pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Em relação à saúde dos animais, a Dival anunciou que tem o propósito de implementar no DF o projeto “Posse Responsável”. O objetivo é esclarecer aos donos de cães e gatos os cuidados e responsabilidades necessários para garantir a qualidade de vida dos bichos. Os dois esboços deverão ser encaminhados ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no prazo de 60 dias.
Para facilitar o controle de cães e gatos, o promotor de Justiça Roberto Carlos Batista pediu um levantamento da quantidade desses animais no DF. Mas, para isso, será necessária a colaboração de outros órgãos. Portanto, será agendada uma reunião com os prováveis parceiros.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Conhecimentos tradicionais e patrimônio genético do Cerrado serão temas de audiência pública

A 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do Ministério Público Federal realiza audiência pública para debater a proteção e a promoção dos conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético do Cerrado brasileiro. O evento será realizado na Comunidade Quilombola do Cedro, no município de Mineiros, em Goiás, nos dias 11 e 12 de setembro.
 
O evento celebra o Dia Nacional do Cerrado (11 de setembro), instituído por decreto presidencial em 2003, data em que a sociedade brasileira debate a conservação do bioma que compõe 22% do território nacional e constitui o berço das águas que alimentam as regiões hidrográficas da Amazônia, do Tocantins/Araguaia, do São Francisco, do Paraguai e do Paraná, incluindo toda a planície pantaneira e o Aquífero Guarani.
 
O Cerrado é também o berço de comunidades tradicionais que, em uma respeitosa interação com os recursos naturais da região, desenvolveram, ao longo de gerações, um qualificado saber sobre as diversas formas de vida da savana mais rica do mundo. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, há no Cerrado "11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. [...] Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. [...] De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos. Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais,
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Audiência pública - Captação de Água no Lago Paranoá

AUDIÊNCIA PÚBLICA - CAESB

A Administração Regional do Lago Sul, juntamente com a CAESB convida toda a comunidade do Lago Sul para participar da Audiência Pública a ser realizada no auditório desta administração no dia 31/07/13 das 09:00 às 12:00.

Tema: Apresentação e discussão do Estudo de Impacto Ambiental - EIA e seu respectivo Relatório de Impacto ao Meio Ambiente - RIMA, referente ao licenciamento ambiental da implantação do Sistema de Abastecimento de Água com Captação no Lago Paranoá.

Local: SHIS QI11 - Área Especial 1 - Administração Regional do Lago Sul (Auditório)

Data: 31/07/13

Horário: 09:00 às 12:00 H.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Convite da Rede Cerrado para ONGs do DF e Goiás

ENCONTRO REGIONAL DA REDE CERRADO - Etapa Distrito Federal e Goiás
Vila de São Jorge / Alto Paraíso de Goiás, dias 26 e 27 de julho de 2013

APRESENTAÇÃO

Estão abertas as inscrições para o Encontro Regional da Rede Cerrado - Etapa Distrito Federal / Goiás, que acontecerá nos dias 26 e 27 de julho de 2013, no distrito da Vila de São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás (GO). Este evento será uma das atividades do XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, tradicional atividade que há 13 anos é promovida nesta região.

Os Encontros Regionais da Rede Cerrado são uma realização da Rede Cerrado, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, e ocorrerão em cinco diferentes pontos do Cerrado durante o segundo semestre de 2013: Chapada Gaúcha-MG (regional MG e BA - já realizado), Chapada dos Veadeiros-GO (regional DF e GO), Campo Grande-MS (regional MT, MS e SP), Tocantínea-TO (regional indígena) e Augustinópolis-TO (regional MA, TO e PI).

O objetivo principal dessa iniciativa é aprofundar os posicionamentos e definir estratégias de ação da Rede Cerrado sobre os temas prioritários elencados a seguir:

1. Direitos territoriais e grandes projetos de desenvolvimento (de mineração e energia): principais problemas, conseqüências e possíveis alternativas;
2. Áreas protegidas no Cerrado: desafios e perspectivas, função ecológica e social, etc ;
3. Fortalecimento das organizações produtivas agroextrativista do Cerrado: políticas públicas e marco legal para produção, beneficiamento, ater e comercialização. Mecanismos de fomento e financiamento público às organizações produtivas (marco regulatório)

Neste Encontro Regional da Rede Cerrado é prevista a participação de cerca de 150 representantes de organizações da sociedade civil, incluindo comunidades tradicionais, agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, geraizeiros, ribeirinhos, sindicatos e organizações de assessoria, apoio e pesquisa.


PROCESSO DE INSCRIÇÕES

O evento é voltado para as organizações da sociedade civil (associações de base comunitária, cooperativas, sindicatos, ONGs ambientalistas, etc) do estado da Goiás e do Distrito Federal, que lutam em defesa da conservação do Cerrado, seus povos e tradições culturais.

A mobilização dos participantes do Distrito Federal está sendo apoiada pelo Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal, responsável por coordenar as delegações que virão nos ônibus disponibilizados pela Rede Cerrado para o evento.

A Rede Cerrado custeará as despesas de transporte, alimentação e hospedagem para até dois representantes por entidade. Neste caso, é importante entrar em contato, para que a Rede Cerrado possa prestar o apoio logístico necessário (veja instruções abaixo).

Somente os participantes que tiveram as inscrições confirmadas pela coordenação do evento terão as despesas de transporte, hospedagem e alimentação arcadas pelo evento.

O transporte sairá de Brasília no dia 25 e retornará no dia 28 de julho.

As organizações do Distrito Federal interessadas em participar do encontro deverão enviar email ATÉ O DIA 23/07 (TERÇA-FEIRA) solicitando a ficha de inscrição para os endereços: administrativo@redecerrado.org.br e maramoscoso@gmail.com



SOBRE A REDE CERRADO

A Rede Cerrado é uma articulação da sociedade civil, composta por centenas de organizações de trabalhadores rurais, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, bem como organizações não governamentais engajadas na defesa do bioma e de seus povos. A Rede Cerrado vem trabalhando em prol dos Povos do Cerrado desde 1992, buscando promover meios de vida sustentáveis, incentivar o intercâmbio entre experiências, valorizar e resgatar as tradições culturais dos Povos do Cerrado, formular posições políticas conjuntas e enfrentar coletivamente os problemas socioambientais que afetam o bioma.

Secretaria Executiva
Rede Cerrado (61) 3327-1081







segunda-feira, 8 de julho de 2013

Satélites estão mostrando que o Cerrado está sendo devastado

O bioma Cerrado possui uma área de aproximadamente 203 milhões de hectares, segundo IBGE (2004), ocupando porção central do Brasil o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando 25% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta numa grande e disponibilidade de recursos hídricos. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando os diversos ecossistemas uma flora com mais de 11.000 espécies de plantas nativas.

Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Com a crescente pressão para a abertura de novas áreas, visando incrementar a produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região.

Nas três últimas décadas, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira, notadamente na região do sul de Goiás e a região de Sinop no Mato Grosso, sendo o oeste da Bahia a região que mais vem evoluindo, no tocante ao uso antrópico do solo no Cerrado, em especial, na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente predatória de seu material lenhoso para produção de carvão. Em termos históricos, o bioma Cerrado teve uma área suprimida de 43,6% até o ano de 2002 e de 47,8% até o ano de 2008.

No período de 2009-2010, a taxa anual de desmatamento foi de 0,3%, a maior taxa dentre os seis biomas brasileiros (não há dados sobre a taxa anual de desmatamento antes de 2002). Esse relatório refere se aos dados de desmatamento do Cerrado no período de 2009-2010. Área total do bioma 2.039.386 km quadrados. Área desmatada até 2009 – 983.348 km quadrados. Área desmatada no período 2009 a 2010 – 6.469 km quadrados.

Para o desenvolvimento do monitoramento do Bioma Cerrado, foram obtidas, ao, 121 imagens digitais do sensor orbital LANDSAT TM de 2009. Essas imagens foram obtidas da página eletrônica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os satélites são as ferramentas primordiais no combate ao desmatamento do cerrado. Goiânia (28/06/2013) – durante a Operação Mãe-de-ouro, que tem como objetivo combater o desmatamento e queimadas na região norte do Estado de Goiás, ocorrida no final deste mês de junho, foi identificado por uma equipe de fiscais do Ibama um desmatamento de 700 hectares em área de Cerrado.

Os agentes detectaram o desmatamento utilizando dados de satélite disponibilizados pelo Inpe. O Ibama aplicou duas multas, sendo: uma no valor de R$ 700 mil (por desmatar a corte raso sem licença) e outra de R$ 8.981,40 (por guardar 1424 lascas e 56 mancos de aroeira e sucupira sem autorização). Foram apreendidos três tratores de esteiras e a área, situada à margem direita do Ribeirão Mocambão (Minaçu-GO), foi embargada. O autuado não poderá utilizar a área, podendo ser multado em até R$ 1 milhão caso descumpra o embargo e ainda responderá criminalmente.

Esse é o maior desmatamento identificado pelo Ibama no Cerrado goiano, durante o ano de 2013. Na operação, ainda foram identificados, notificados e/ou autuados pessoas que degradaram e/ou possuem bovinos e equinos na terra indígena Avá-canoeiros. Na área, existem os últimos seis Avá-canoeiros da região do Rio Tocantins. Portanto com apoio dos satélites fica mais fácil combater os desmatamentos ilegais. Goiás está sofrendo com o crescente investimento na área industrial alcooleira.

No Estado de Goiás a área plantada com cana-de-açúcar aumentou de 200.048 para 697.541 hectares entre 2005 e 2011 (IBGE, 2012), ou seja, em apenas seis anos a área plantada aumentou aproximadamente 50%. A região do sul Goiano se concentra 72% do total da área plantada com cana. Então o carvão, pastagens, o plantio de soja e milho, que vez ou outra sustentaram o título de maiores vilões da devastação do cerrado, agora já perdem para o plantio da cana de açúcar!



Por: André Junior, membro UBE – União Brasileira De Escritores – Goiás

Fonte: DM.com.br/cidades

sexta-feira, 28 de junho de 2013

REDE CERRADO PROMOVE ENCONTROS REGIONAIS

REDE CERRADO PROMOVE ENCONTROS REGIONAIS

Conforme deliberado na V Assembleia Geral Ordinária da Rede Cerrado, ocorrida nos dias 09 e 10 de abril, vamos promover ao longo de 2013 cinco Encontros Regionais da Rede Cerrado, aos quais pretendemos aprofundar nossos posicionamentos e definir estratégias de ação da Rede Cerrado sobre os temas prioritários elencados a seguir:
•Segurança territorial, acesso aos recursos naturais e gestão de conflitos;
•Sistema nacional de Unidades de Conservação, Terras Indígenas e demais áreas protegidas no Cerrado;
• Sistemas de produção no Cerrado (agronegócio, agricultura familiar e agroextrativismo) - políticas públicas de fomento e financiamento dos projetos produtivos;
•Desenvolvimento do setor energético e da mineração no Cerrado;
•Água e cultura serão temas transversais.
Seguem abaixo os locais, as datas indicativas, bem como as organizações responsáveis por cada Encontro Regional:

Encontro Regional MG e BA
Local: Chapada Gaúcha/MG
Data: 11 a 13/07
Proposta: Integrado ao XIII Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas/Chapada Gaúcha
Organização regional: Instituto Rosa e Sertão e Funatura

Encontro Regional DF e GO
Local: Vila de São Jorge/GO
Data: 25 a 27/07
Proposta: Integrado ao XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Organização regional: Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge

Encontro Regional MS, MT e SP
Local: Campo Grande/MS
Data: 04 a 09/11
Proposta: Integrado ao evento da Rede Pantanal
Organização regional: FASE, CEPPEC, ECOA e IMS

Encontro Regional MA, TO e PI

Local: Augustinópolis/TO
Data: a definir
Proposta: a definir
Organização regional: ATRVC, ASMUBIP e CENTRU

Encontro Indígena
Local: Tocantínea/TO ou Augustinópolis/TO
Data: a definir
Proposta: a definir
Organização regional: MOPIC


Os Encontros Regionais integram ao Circuito Ecocultural Cerrado: Berço das Águas (www.cerradobercodasaguas.com.br). Os dois primeiros acontecerão em julho e serão realizados com os encontros dos Povos da Chapada Gaúcha e o de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que já ocorrem há anos, têm sua dinâmica própria e onde vamos organizar uma atividade específica da Rede Cerrado.

Temos a meta de levar 150 representantes das organizações dos Povos do Cerrado para cada evento, para isso precisaremos da colaboração de todos para fazer um grande encontro em todas suas dimensões.

Para cada Encontro Regional enviaremos informes específicos com orientações para inscrição, programação, etc. Contamos com a participação ativa de todos e manteremos todos informados sobre os avanços.


Coordenação da Rede Cerrado

domingo, 24 de março de 2013

Secretaria do Meio Ambiente apresenta proposta de criação de parques em Goiás

A Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado de Goiás (Semarh), por meio da Superintendência de Unidades de Conservação, convida os órgãos de governo, organizações não governamentais, instituições de pesquisa, entidades de classe, proprietários de terras e a população em geral a participarem das consultas públicas para apresentação e discussão das propostas de criação de três parques estaduais - Parque Estadual São Bartolomeu, Parque Estadual Serra da Prata e Parque Estadual Rio São Félix.
O Estado pretende alcançar as metas do Projeto Cerrado Sustentável Goiás, que integra o Programa Cerrado Sustentável do Governo Federal, com objetivo de promover a conservação da biodiversidade e a adoção de políticas e práticas sustentáveis de uso dos recursos naturais do Bioma Cerrado, ampliando o Sistema Estadual de Unidades de Conservação, com a criação de unidades de conservação de proteção integral.

Para assessorar a Semarh no cumprimento destas metas, após processo de seleção pública, foi contratada a Fundação Pró-Natureza (Funatura), organização não governamental especializada no processo de criação de unidades de conservação, para elaborar os estudos referentes à geodiversidade, biodiversidade e socioeconomia e indicar áreas para conservação.

O nordeste do estado de Goiás abriga os maiores remanescentes naturais de várias formações únicas do Bioma Cerrado, algumas entre as mais ameaçadas de desaparecimento da natureza. O conjunto dos parques estaduais propostos abrange desde os campos rupestres de altitude, cerrados, cerradões e a mata seca do vale do rio Paranã. Todos esses ecossistemas possuem espécies únicas, exclusivas dos mesmos, algumas ainda sendo descritas pela Ciência. Também abrigam cabeceiras de formadores da bacia do rio Tocantins, cujas águas, ao saírem das unidades, serão utilizadas em atividades agropecuárias ou como atrativos turísticos.

O ponto culminante do estado de Goiás e da região Centro-Oeste, o pico do Pouso Alto, bem como as paisagens encontradas pelos bandeirantes quando da chegada ao Estado ficarão protegidas por esses parques estaduais.

Com a criação destas unidades de conservação, o Governo de Goiás garantirá a proteção de importantes parcelas da biodiversidade e demais atributos naturais do cerrado goiano e proporcionará um benefício para as atuais e futuras gerações.

Além da proteção dos recursos naturais do Estado, a categoria parque ecológico possibilita a expansão e consolidação do turismo de aventura e do ecoturismo como componentes importantes da economia local. A região do nordeste do Estado apresenta alguns dos municípios com maiores carências econômicas e sociais, tornando o turismo ligado à natureza uma opção para agregar novas atividades para as populações humanas.

Cronograma de realização das consultas públicas

Parque Estadual São Bartolomeu – área nos municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Nova Roma:
- 23 de abril de 2013 – de 14 às 18h - Nova Roma – Câmara Municipal de Vereadores
- 26 de abril de 2013 – de 14 às 18h - Alto Paraíso de Goiás – Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB)

Parque Estadual Serra da Prata – área no município de Monte Alegre de Goiás:
- 24 de abril de 2013 – de 14 às 18h - Monte Alegre de Goiás – Centro Social de Múltiplo Uso

Parque Estadual Rio São Félix – área no município de Cavalcante
- 25 de abril de 2013 – de 14 às 18h - Cavalcante - Câmara Municipal de Cavalcante


Os documentos referentes à proposta de criação dos parques estaduais estão disponíveis para consulta nos seguintes locais:
- Versão digital: Portal da Funatura - www.funatura.org.br
- Versão impressa: Superintendência de Unidades de Conservação/Gerência de Áreas Protegidas da Semarh – 11ª Avenida, no 1.272, Setor Leste Universitário, Goiânia – Goiás, e nas Prefeituras Municipais.

Qualquer manifestação deve ser enviada até o dia 11 de maio de 2013 para os seguintes endereços:
Correio eletrônico: funatura@gmail.com
identificar o nome do parque no campo “assunto”
Correio:
Fundação Pró-Natureza
Projeto UC Goiás
SCLN 107 bloco B sala 201
CEP 70.743-520 – Brasília, DF

Apoio: Funatura e Prefeituras Municipais de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Nova Roma.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

CERRADO, BERÇO DAS ÁGUAS: oficina de planejamento impulsiona circuito eco cultural

CERRADO, BERÇO DAS ÁGUAS: oficina de planejamento impulsiona circuito ecocultural Postado por Comunicação Comunidade das Águas em 25 janeiro 2013 Fonte: http://comunidadedasaguas.ning.com/profiles/blog/show?id=6223936%3ABlogPost%3A35460&xgs=1&xg_source=msg_share_post Resultante da expressão de anseios, desafios e sonhos compartilhados, a idéia do CIRCUITO ECO CULTURAL surgiu inspirada na temática da água como narrativa para a integração de saberes e fazeres em prol da sustentabilidade do Cerrado. A narrativa emergiu a partir de acúmulos oriundos de atividades dialógicas e formativas realizadas em 2012 (antes, durante e após a Rio+20), tais como os diálogos interculturais sobre a água no XII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros; os diálogos de água na IV Semana do Folclore do Lago Serra da Mesa; os diálogos de água no VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado; as abordagens sobre a água no espaço Eco das Tradições do VIII Festival de Cultura Popular de Brasília, a oficina e mesa sobre água no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA), as reflexões sobre a água no Encontro Voz das Avós no Fluir das Águas, a Exposição "Água, rios e povos" e debates no Pavilhão Azul da Cúpula dos Povos, encontros no Rio Paraguai e Bacia do Prata, o Seminário Águas em Poços de Caldas e oficinas do XIV Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB). Objetivando o fortalecimento de iniciativas, dinâmicas comunitárias e políticas públicas (culturais, hídricas e socioambientais) comprometidas com a valorização da diversidade sócio-cultural e ambiental, o CIRCUITO ECO CULTURAL contribui para ampliar o horizonte de atuação e proporcionar envergadura às ações em defesa do bioma Cerrado e de seus habitantes, especialmente as comunidades tradicionais que são protagonistas de expressões culturais originais e de uma relação sustentável com o ambiente. Oficina de planejamento Reunidos no Parque Nacional de Brasília, nos dias 10 e 11 de janeiro, representantes de movimentos culturais, sociais e ambientais, bem como de instituições governamentais com atuação no território cerratense e no país, realizaram uma oficina de planejamento de ações para 2013 (estabelecido pela UNESCO como o “Ano da Cooperação pela Água”), a partir da qual começou a se consolidar o projeto denominado CIRCUITO ECO CULTURAL - CERRADO, BERÇO DAS ÁGUAS. A abertura da oficina, na manhã do dia 10, contou com as presenças de Pedro Wilson Guimarães (Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente) e Celso Schenkel (Coordenador de Ciências e Meio Ambiente da UNESCO-Brasil). O Secretário Pedro Wilson é autor da Proposta de Emenda Constitucional – PEC nº 150 (elaborada em 1995, quando exercia mandato de deputado federal) objetivando a inclusão do Cerrado e da Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional no parágrafo 4º do artigo 225 da Constituição Federal de 1988. Do conjunto dos trabalhos nos dois dias (10 e 11), também participaram da oficina: Luis Carraza (Coordenador da Central do Cerrado/Rede Cerrado), Juliano Basso (Presidente da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge), Mara Moscoso (Fórum de Ongs Ambienalistas do DF e membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba), Jean Marconi Carvalho (Memorial Serra da Mesa/Uruaçu-GO), Fred Maia (Movimento Fora do Eixo), Sérgio Ribeiro (CET-Água e REATA), Franklin de Paula Jr (SRHU/MMA e Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata), Ilka Fagundes (Rede Cerrado), Larissa Malty (SMCQ/MMA), Marielle Ramires (Movimento Fora do Eixo), Eduardo Estelita/Dada (Vereador de Alto Paraíso-GO e gestor do Centro de Estudos Avançados/UnB Cerrado), David Rocha (SRHU/MMA), Nadja Janke (Depto. de Educação Ambiental do MMA), Carol Tokuyo (Movimento Fora do Eixo), Anuiá Yawalapiti (Parque Nacional do Xingú), Giorgenes Souza (Parque Nacional de Brasília/ICMbio), Bismarque (Projeto Estrada Colonial do Planalto Central) e José Rosa (Projeto Fotolata). Resultou da oficina a elaboração de um plano de ações que será detalhado virtualmente, consolidado em uma próxima reunião do grupo, em fevereiro, e posteriormente compartilhado com eventuais outros parceiros por meio de um seminário. Dentre as atividades previstas e sugeridas para integrarem o calendário 2013 do Circuito Eco Cultural, destacam-se as oficinas sobre a Lei do Cerrado, o XIV Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros (Vila de São Jorge/Alto Paraíso-GO – julho), o Festival das Águas do Lago Serra da Mesa (Uruaçu-GO), o Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas (Chapada Gaúcha-MG – julho), os Encontros Formativos de Gestão de Águas (Ouro Preto-MG), o Encontro Formativo na Bacia do Alto Paraguai/Pantanal do Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata, o Encontro Águas do São Francisco - cultura, diversidade e cidadania (Pirapora-MG/julho), e o IX Festival de Cultura Popular de Brasília. O grupo entende que a perspectiva eco cultural deve incorporar as dimensões da ecologia (humana, social e ambiental), reconhecer, valorizar e difundir os saberes tradicionais, populares e ancestrais sobre o Cerrado e as águas, exercitando a interculturalidade, o diálogo entre diferentes saberes e promovendo ações em rede (educomunicativas e mobilizadoras). Assim, o Circuito Eco Cultural promoverá estratégias de construção de alianças, catalizando atores e ações, buscando sinergias e conferindo envergadura à atuação conjunta. O circuito pretende desenvolver uma cartografia eco cultural do Cerrado e programas de Pós-TV valorizando as dinâmicas locais e regionais, bem como organizar um banco de dados referencial sobre políticas públicas (federais, estaduais e municipais) que podem incidir e serem replicadas territorialmente. Das instituições que já integram o Circuito, a Rede Cerrado, por exemplo, é constituída por cerca de 500 organizações que atuam no Cerrado, e o Movimento Fora do Eixo/Nós Ambiente, que também atua em rede, utilizando estratégias multimídia, e possui grande capacidade de mobilização em todo o país. A SRHU/MMA, responsável pela coordenação de ações do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e pela articulação de políticas públicas no âmbito do Sistema Nacional de Recursos Hídricos (SINGREH), pretende envolver parceiros do governo federal e também colegiados de recursos hídricos, em especial os comitês de bacias hidrográficas, com atuação no território. Já no final de 2012, foram realizadas algumas conversas preliminares com o Secretário Pedro Wilson e sua equipe (SRHU/MMA) sobre o desenvolvimento de estratégias para a atuação do Circuito Eco Cultural. No dia 14 de novembro de 2012, um grupo de representantes da Rede Cerrado, do Movimento Fora do Eixo, do CET-Água/REATA e do MMA se reuniu na Secretaria Geral da Presidência da República (SG/PR). Recebidos por Paulo Maldos (Secretário Nacional de Articulação Social) e Pedro Pontual (Diretor de Participação Social), os representantes apresentaram a proposta do Circuito que foi bem recebida pela SG/PR. O Secretário Paulo Maldos comentou sobre a necessidade de “adensar a articulação de várias instâncias que trabalham pelo Cerrado”. Também foi mencionada a importância de maior aproximação entre as iniciativas eco culturais já consolidadas nas comunidades e a atuação dos colegiados de recursos hídricos existentes nas bacias hidrográficas relacionadas ao Cerrado. O Cerrado e as suas águas emendadas interligando o território nacional Berçário de volumosas águas que entrecortam o território nacional e que também atravessam fronteiras com os países vizinhos, o bioma Cerrado é o segundo maior da América do Sul, com uma extensão de aproximadamente 2 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo cerca de 22% do território brasileiro. Além de proporcionar a conexão com quase todos os demais biomas brasileiros (à exceção apenas do Pampa) e estar estrategicamente localizado no Planalto Central, no coração do Brasil, o Cerrado também funciona como um vertedouro ou uma caixa d´água que provém de água grandes bacias brasileiras tais como as dos rios Araguaia, Tocantins, Paraguai, Paraná (Paranaíba e Grande), Xingu, São Francisco, Parnaíba, Jequitinhonha e Doce. As bacias do Paraguai e do Paraná possuem águas fronteiriças e transfronteiriças e assim integram o segundo maior complexo hídrico da América do Sul, conformando a Bacia do Prata, a qual abrange territórios de 5 países (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai). A condição geopolítica de provedor para os vizinhos representa um desafio ainda maior na proteção ecossistêmica e no cuidado com as nossas águas. Nota para a Comunidade das Águas (por Franklin PJr) Fotos: Acervo Rede Cerrado

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quem são os donos do Jalapão?

QUEM SÃO OS DONOS JALAPÃO?? De que os Jalapoeiros precisam?? Por: Jalapoeira Indignada. Caros brasileiros e conterrâneos da Região do Jalapão, Estado do Tocantins. Não aguentei a inquietação e resolvi escrever este texto e compartilhar com vocês, no intuito de saber a opinião de vocês sobre tal assunto (quem são os donos do Jalapão e de que os jalapoeiros precisam), se não quiserem manifestar a sua opinião fiquem à vontade. Foi publicado em jornais, rede sociais, e outros meios de comunicação, a construção de um AEROPORTO INTERNACIONAL, na cidade de Mateiros no Jalapão e segundo informações está tudo acelerado. Também foi divulgado o valor da OBRA que é de 41 MILHÕES DE REAIS. Isso mesmo, 41 MILHÕES de REAIS!!! Somente isso!!! Concordo plenamente com esta grandiosa construção: SUPER LEGAL, maravilha! Agora sim vamos sair do isolamento, isso é um símbolo do DESENVOLVIMENTO, da MODERNIZAÇÃO do Jalapão. O aeroporto vai atrair mais turistas, sem contar os empregos que serão gerados. Nós do Jalapão poderemos ficar tão chiques que cada família poderá comprar um “JATINHO PARTICULAR.” Esse aeroporto é a obra que realmente estávamos PRECISANDO. Outro benefício é que vamos acabar com a falta de veneração com: DEPUTADOS, SENADORES, GORVENADORES, EMBAIXADORES, MINISTROS e outras autoridades que VISITAM a gente com amor, carinho e dedicação e são obrigados a fazer um pouso em uma pista de terra. Isso não vai mais acontecer minha gente. Quero que vocês me entendam, isso não era justo.A nossa querida Presidenta Dilma, em sua primeira visita ao Tocantins, discursou dizendo que, voltaria para conhecer o Jalapão, eita que eu fiquei feliz, quando ela voltar o aeroporto já esta pronto. Outro dia, conversando com uma Jalapoeira, a senhora Sarapiana Pereira Neta, 87, vocês devem conhece-la. Ela me falou a opinião dela sobre a construção do tal Aeroporto Internacional NO JALAPÃO: Minha fia, estou preocupada com os donos do Jalapão... Estou com MEDO até de falar isso, mas aqui é do jeito que eles QUEREM, nunca pergunta pra gente o que estamos precisando é tudo de CIMA PRA BAIXO... Sabe por que estou dizendo isso? Aqui não tem estradas, não tem médico... olha deixa eu te contar a situação daqui...Não tem saneamento básico... à agua ainda não é tratada...sem asfalto... Arborização e outras coisas; é triste mas é desse jeitinho que as coisas funciona por aqui. As comunidades quilombola... ai que as coisas é mais complicada ainda... tem uma comunidade famosa que eu não vou falar o nome... mais você deve conhecer... aquela que deu nome ao Tocantins através do artesanato... o tal capim de brilho... Essa comunidade a situação é PERRENGA... Você acredita que começaram fazer uns banheiros... no ano de 2009 e nunca terminaram? E tem um poço artesiano derramando água.. furaram o poço 2010 e até agora... deixaram derramando... tem condição... não tem posto de saúde lá..a educação essa eu nem vou falar... você tem que ver. Depois dessa nossa conversa eu te pergunto... O que vai adiantar esse areporto intenacinar? O povo daqui esta precisando é de outras coisas mais urgente e necessária... oia esse areporto pode até servir mas não pra agora...mas os donos do Jalapão quer tudo do jeito deles... fazer o quê? Sou obrigada a ver tudo acontecendo do jeito deles.. e ainda voto pra eles... sim vota, pode votar. (SARAPIANA PEREIRA NETA, 87 anos) Caros, após a opinião da senhora Sarapiana Pereira Neta, 87, confesso que fiquei inquieta e quero saber a opinião de mais pessoas. Uma mulher possuidora de uma sabedoria nativa, por isso está completamente ERRADA. Não concordo! A minha opinião é a CORRETA! Ela não me falou sobre o que ela chamava de “DONOS DO JALAPÃO”, mas eu entendo que os donos do Jalapão somos nós. Temos a honra de dizer que TEMOS GESTORES PÚBLICOS em todas as esferas (municipal, estadual e federal), COMPETENTES, QUE SABEM ADMISTRAR OS NOSSOS RECURSOS. Por: A.C.M....

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Programação Cultural VII Encontro dos Povos do Cerrado

12 de setembro (quarta-feira) 19h - Espetáculto Teatral `Cerrado - Entre Cascas e raizes `- Grupo Faz de Conta – MG Espetáculo multimídia que versa sobre a importância do Cerrado, suas águas, as paisagens, a fauna e flora, a histórica ocupação humana em intimidade com o bioma, a cultura popular, a espiritualidade; e logo o descaso, a ignorância, a degradação, e a urgente necessidade de conservação. 20h - ABERTURA - Mesa Institucional, com o Mestre de Cerimônia Josino Medina – MG 22h - Zé Mulato e Cassiano – DF Zé Mulato e Cassiano se apresentam hoje como o melhor resultado do que foram estes 80 anos de música caipira, raiz, sertaneja, cabocla ou regional não importa. 13 de setembro (quinta-feira) 12h - Dança indigena PETEI TENONDEPORÃRÃ REHE 18h30 - Terno de moçambique - Congo de Catalão – GO As versões sobre a origem da festa em Catalão são unânimes ao afirmar a influência do congado de Minas Gerais. Atualmente, quase metade dos moradores de Catalão participam da festa de Nossa Senhora do Rosário. A cidade apresenta hoje 21 ternos de congada divididos em 12 congos, dois moçambiques, um penacho, dois vilões e quatro catopés. 19h - Encantadeiras de Babaçu – MA As encantadeiras são mulheres que mantêm acesa a tradição das cantorias durante a coleta e quebra do coco babaçu. Seus cantos ecoam protestos e demanda por direitos, principalmente o direito ao livre acesso e à preservação dos babaçuais. 19h30 - Sussa - Comunidade Quilombola Sítio Histórico Kalunga – GO Dança tradicional Kalunga, a Sussa, nascida de tradições africanas, reflete toda a alegria desse povo. Com um ritmo marcado pelo som da viola, do pandeiro, da sanfona e da caixa (espécie de tambor), é uma tradição que envolve toda a comunidade por meio da música e da dança, caracterizada por giros em que as mulheres equilibram garrafas de cachaça sobre a cabeça. 20h - Mambembricantes – DF O grupo iniciou sua trajetória com um espetáculo de teatro de rua que percorreu ruas e praças do Brasil e de países da Europa, em turnê por Alemanha, Holanda, França -Festival de Teatrode Avignon-e Espanha. Desta experiência nasceu o chamado espetáculo Cênico Musical. 21h - Passarinhos do Cerrado – GO Passarinhos do Cerrado traz uma proposta musical baseada no estudo da cultura popular brasileira. Repleto de poesias, melodias e arranjos que misturam o ritmo nordestino, o coco, com manifestações culturais regionais como as folias de Reis e do Divino, a congada e a catira. 14 de setembro (sexta-feira) 10h - Maria Jatobá – teatro Teatro, poesia e música são elementos de arte-educação utilizados na intervenção teatral de Maria Jatobá, que pretende chamar a atenção da sociedade civil sobre a valorização do meio ambiente e das tradições populares que remetem à memória dos povos habitantes do Cerrado, agregando valor sobre sua existência e importância na manutenção do patrimônio natural e cultural. 18h - Espetáculo `Cade o Manzuá` - Ponto de Cultura Seu Duchim de Folias e Grupo de dança Manzuá da Comunidade Quilombola Retiro dos Bois- MG O espetáculo é uma projeção estética das danças e músicas do grupo tradicional Manzuá, onde o contemporâneo e o tradicional se convergem na produção artística. O Espetáculo envolve o corpo de dança do Ponto de Cultura Seu Duchim e a orquestra feminina de caixa de folia de reis. Integram, também ao espetáculo, o grupo de dança Manzuá da comunidade quilombola Retiro dos Bois, de Januária/Minas Gerais. 18h40 - Reizado de Bebedouro – BA 19h20 - Grupo de batuque do Quilombo do Gurutuba – MG 20h - Sussa - Comunidade Quilombola Sítio Histórico Kalunga - GO 20h30 - Sérgio Perere – MG Pererê é herdeiro da cultura africana e filho das Minas Gerais. Representa o elo entre as tradições e a contemporaneidade. Em seu expressivo canto, nota-se a presença da força ancestral presente nas manifestações populares como catopés, Moçambique, marujada e, ao mesmo tempo, o swing do jazz, do blues e do soul. Atração cultural ao longo dos dias: Carlos Machado Programação Cultural Festival Puroritmo – evento parceiro do VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado 15 de setembro (sábado) 20h – Seu Estrelo e o Fuá do terreiro 20h45 - DJ Wash 21h30 – Pedra Branca 22h45 - DJ Chicco Aquino 16 de setembro (domingo) 17h – Trio Oblivion 18h - DJ Chicco Aquino 18h45 - DJ Tudo e sua gente de todo lugar 20h - DJ Pezão 20h45 Carlos Malta e o Pife Muderno Brasília sediará encontro de povos e comunidades tradicionais do Cerrado Na semana em que é celebrado o Dia do Cerrado: 11 de setembro, o Memorial dos Povos Indígenas será palco do encontro dos povos do Cerrado, de suas manifestações culturais e da feira de produtos da sociobiodiversidade. A Rede Cerrado, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, realizará o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, de 12 a 16 de setembro de 2012, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF. Com o objetivo geral de mobilizar os povos do Cerrado e a sociedade para implementação de ações voltadas para a conservação e o uso sustentável do Cerrado, o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado será uma excelente oportunidade para dar visibilidade ao Cerrado, incluindo as ricas manifestações culturais dos seus povos e comunidades tradicionais. Deverá reunir cerca de mil representantes indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazenteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares, além de organizações da sociedade civil das unidades da federação onde há Cerrado brasileiro (DF, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo e Bahia). O Encontro dos Povos do Cerrado, realizado desde 2001, se consolidou como um espaço para: troca de experiências que resultem na conservação do Cerrado e na promoção de meios de vida sustentáveis; valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado; discussão e formulação de posições políticas conjuntas; e divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma, como também das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade. Será dividido em três grandes momentos: o encontro; a feira dos produtos da sociobiodiversidade do Cerrado e a programação com as manifestações culturais do Cerrado, além de shows de artistas renomados. O VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado tem o apoio do MDA, MMA, CONAB, MDS, FUNAI, Petrobras, Rádio Cultura/Secretaria de Cultura/GDF, EMATER-DF, por meio da emenda parlamentar do Deputado Distrital Joe Valle, Memorial dos Povos Indígenas, Projeto Florelos (ISPN/Comissão Européia), Central do Cerrado, PNUD, IBRAM/SEMARH/GDF, Ibama, ICMBio e CESE. O ENCONTRO O Encontro terá uma extensa programação que envolve seminários, palestras, oficinas, audiência pública e demais atividades sobre temas relativos à conservação do Cerrado e a seus Povos. Teremos ainda uma Mostra de Tecnologias Sociais para que possamos difundir as tecnologias de produção, uso sustentável, organização social, entre outras voltadas para a transformação social para nossas comunidades. Será desenvolvido com foco na participação das comunidades e entidades, formalmente filiadas ou não à Rede Cerrado, que atuam em prol da sustentabilidade do Cerrado. No dia 12/09 teremos à noite a solenidade de abertura com a fala dos Povos do Cerrado, autoridades e apoiadores do evento. Dia 13/09, ao longo de todo dia, teremos seminários e painéis de debates acerca de assuntos inerentes ao Cerrado, seus povos e seus problemas, com a participação de autoridades e especialistas. Na parte da tarde teremos o Grito do Cerrado. GRITO DO CERRADO O Grito do Cerrado será uma grande manifestação pacífica com o intuito de alertar a sociedade e o poder público quanto aos desafios e problemas enfrentados atualmente pelo Cerrado e os povos e comunidades tradicionais que o habitam. Consiste em uma passeata pela Esplanada dos Ministérios, que sairá da Catedral de Brasília no dia 13 de setembro, com destino ao Congresso Nacional. O Grito do Cerrado terá inicio por volta das 14h na Catedral de Brasília com a tradicional corrida de toras, realizada entre os índios Xavante e os Timbira, mobilizados pela Mobilização dos povos Indígenas do Cerrado - MOPIC. Às 15h30 haverá audiência pública para debater a realidade do bioma Cerrado, no auditório Petrônio Portela – Senado Federal. Na ocasião, será entregue aos parlamentares a Carta do Cerrado, documento que considera os posicionamentos políticos e as reivindicações da Rede Cerrado em relação às políticas públicas de proteção ao bioma e sua população. No dia 14/09 ao longo de todo o dia teremos a realização de várias oficinas simultâneas. Cada participantes poderá escolher a oficina que pretende participar atentando que algumas oficinas possuem numero de vagas limitadas. A relação de atividades do encontro com os respectivos responsáveis, local e horário de realização serão disponibilizadas em breve no site da Rede Cerrado. A FEIRA A Feira dos povos do Cerrado irá promover os produtos e a troca de experiência entre os empreendimentos ecossociais de base comunitários, assim como divulgar as possibilidades de uso sustentável do Cerrado e de sua conservação. Serão cerca de 100 estandes para exposição e comercialização de produtos de cerca de 200 organizações comunitárias. A PROGRAMAÇÃO CULTURAL Todo evento será enriquecido com uma intensa programação cultural que deve levar cerca de 20 mil visitantes ao Memorial dos Povos Indígenas. Nesta edição, o evento será integrado com o Festival PuroRitmo, com atrações culturais e uma praça de alimentação sustentável. Rede Cerrado – 20 anos em defesa dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado Na Rio 92, por ocasião da assinatura do Tratado dos Cerrados, nasceu a Rede Cerrado. Este documento definiu compromissos entre seus signatários para enfrentar as ameaças ao bioma, constituindo-se como o marco histórico e legal da Rede Cerrado. A Rede Cerrado congrega organizações da sociedade civil que atuam na promoção do desenvolvimento sustentável e na conservação do Cerrado. São mais de 500 organizações identificadas com a causa socioambiental no bioma, que representam trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entre outros. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio. O objetivo principal da Rede Cerrado é a luta pela conservação do bioma e a defesa de seus povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental. Entre as atividades da Rede Cerrado, destaca-se a realização, desde 2001, do Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Um espaço de troca de experiências, de promoção de meios de vida sustentáveis, de valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado, de formulação de posições políticas conjuntas e, ainda, de divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma e das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade. A Rede Cerrado também atua estrategicamente em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos. O Cerrado e seus povos e comunidades tradicionais O Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, é a savana com maior biodiversidade do planeta (5%). Ocupa quase 1/4 do território nacional (2.036.448 km2), abrangendo o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Rondônia e porções de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. No Cerrado, moram 25 milhões de pessoas – 15% da população nacional, distribuída em 1.330 municípios. É conhecido como “berço das águas” ou “caixa d´água do Brasil” por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras. Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são endêmicas (exclusivas do bioma), além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais, sendo 90 mil insetos (28% do total de espécies do Cerrado) e 2.500 espécies de vertebrados. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, 132 espécies do Cerrado constam na lista das espécies ameaçadas de extinção. O problema central da ocupação territorial e econômica do Cerrado é o caráter predatório do modelo agrosilvipastoril predominante, que ameaça a própria existência do bioma e de seus povos. Até 2010, o Cerrado já havia perdido 48,5% de sua cobertura vegetal e o processo de devastação continua. Hoje, o bioma conta com 54 milhões de hectares ocupados por pastos e 21,56 milhões de hectares por culturas agrícolas. Ao longo de 12 mil anos de ocupação humana, uma variedade de meios de vida e estratégias de uso e convivência se apresentaram na relação desses grupos com a diversidade ecológica do Cerrado. Os povos e comunidades tradicionais do Cerrado são a representação atual dessa sociobiodiversidade, como conhecedores e guardiões do patrimônio ecológico e cultural da região. No tocante aos povos indígenas, no bioma encontramos mais de 80 etnias. Já os povos e comunidades tradicionais abrangem quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, entre outros, que convivem com o Cerrado, o conservam e respeitam. A agricultura familiar e o extrativismo são importantes aliados na conservação dos ecossistemas por formarem paisagens produtivas que proporcionam a continuidade dos serviços ambientais prestados pelo Cerrado, tais como a manutenção da biodiversidade, dos ciclos hidrológicos e dos estoques de carbono. Povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares comprometidos com a conservação do Cerrado têm um papel extremamente relevante na manutenção do Cerrado em pé. Serviço O que: VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado Quando: 12 a 16 de setembro de 2012 Quando: Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF

terça-feira, 28 de agosto de 2012

VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado

VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado MOBILIZAÇÃO e INSCRIÇÕES 12 a 16 de setembro de 2012 Memorial dos Povos Indígenas, Brasília-DF. Estão abertas as inscrições para o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado! Divulguem! Esse é o momento de mobilizar os povos e comunidades tradicionais do Cerrado e a sociedade para implementação de ações voltadas para conservação e uso sustentável do Cerrado. O Encontro tem três importantes momentos: Oficinas, seminários e mesas temáticas (Aqui você pode construir posições políticas conjuntas para enfrentar coletivamente os problemas socioambientais do Cerrado!) Feira de produtos da sociobiodiversidade (Aqui você pode apresentar e vender os productos da sociobiodiversidade!) Apresentação de manifestações culturais (Aqui você pode trazer sua viola e mostrar suas tradições culturais!) A mobilização dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado será realizada pelas organizações da Rede Cerrado em cada região. PROCURE A COORDENAÇÃO REGIONAL E FAÇA SUA INSCRIÇÃO! (lista das organizações movilizadoras regionais no documento anexo) Cada mobilizadora regional será responsável por organizar e enviar para inscricao@redecerrado.org.br a ficha de inscrição, por cada organização, até 31 de agosto. Os participantes que tiverem as inscrições confirmadas pela coordenação geral do evento terão as despesas de transporte, hospedagem e alimentação cobertas pelo evento e poderão participar como expositores da feira. O VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado é o momento de mostrarmos à sociedade que os povos indígenas, as comunidades tradicionais e agricultores familiares comprometidos com a conservação do Cerrado têm um papel extremamente relevante na manutenção do Cerrado em pé! Informações sobre a programação, notícias sobre o evento e muito mais serão veiculadas no site da Rede Cerrado: www.redecerrado.org.br Viva o Cerrado, viva os Povos do Cerrado e salve os 20 anos da Rede Cerrado!!! -- Ilka Fagundes assessora de comunicação da Rede Cerrado www.redecerrado.org.br contato@redecerrado.org.br / 61 3327.1081

quarta-feira, 28 de março de 2012

Termos de Referência 3 e 4 - Coop Sertão Veredas

TERMO DE REFERÊNCIA Nº 003/12

Projeto Extrativismo Vegetal Sustentável
Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu
AC FSA CAIXA nº: 0007.007/2011.cerrado

1. OBJETIVO: Contratação de Engenheiro Agrônomo, Florestal, Ambiental e/ou áreas afins para executar as atividades do projeto Extrativismo Vegetal Sustentável, sob a execução da Cooperativa Sertão Veredas.

2. CONTEXTUALIZAÇÃO:

A região do Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu abrangendo onze municípios do norte e noroeste do estado de Minas Gerais além de um município do oeste do estado da Bahia se veste de grande importância do ponto de vista da preservação ambiental, já que abriga um intrincado de áreas de Proteção Ambiental, formando o "Mosaico", onde se formam nascentes e rios atestando um alto grau de riqueza de recursos hídricos responsáveis por mais de 20% da água que abastece o rio São Francisco. Preserva ainda áreas quase intactas com a fauna e flora do cerrado e zona de transição cerrado, - caatinga e mata seca. Considerando a população humana existente na área do Mosaico, tanto em áreas de preservação, quanto no seu entorno e mesmo a população urbana pode-se observar a grande riqueza cultural através de manifestações artísticas, religiosas e nos "fazeres" e costumes, na culinária e no artesanato, enfim, na forma de viver, existe aí um grande tesouro a ser preservado. Existem centenas de comunidades tradicionais que habitam áreas do entorno das Unidades de Preservação na abrangência do Mosaico. Muitas vezes com impacto negativo direto, como pisoteio de gado, fogo e caça.

Projetos envolvendo estas comunidades em práticas de desenvolvimento sustentável contribuem para a educação ambiental. As famílias que se envolvem em processos de produção a partir do extrativismo amadurecem a visão sobre a preservação e passam a acreditar que é possível tirar parte do sustento da mata nativa preservada.
Por sua vez o extrativismo desenvolvido nas comunidades, incentivando o associativismo, vai de encontro à outra vertente do Plano do Mosaico, o Turismo Eco cultural, valorizando justamente as artes tradicionais que esta região apresenta.

Além dos produtos do extrativismo, que não ficam apenas nos frutos, abrangendo também o artesanato e fitoterápicos, tem também a rica produção da agricultura familiar, com destaque para a farinha de mandioca e a rapadura.

O projeto tem como objetivo o desenvolvimento do Agroextrativismo Sustentável no Território do Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu; e promover ações para o desenvolvimento sustentável de atividades de produção, beneficiamento e comercialização de produtos do extrativismo vegetal na região do Mosaico e integrado ao manejo das unidades de conservação e demais áreas protegidas.

3. ABRANGÊNCIA

As atividades objeto deste TDR envolverão fases de campo e de escritório. O trabalho de campo terá como âmbito geográfico o território do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu que engloba os municípios: Arinos,Formoso,Urucuia, Chapada Gaucha, Cocos (BA), Januaria, Bonito de Minas, Cônego Marinho, Itacarambi, São João das Missões e Manga.

A Sede do projeto será no município de Chapada Gaúcha.

4. ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS

4.1 Acompanhar, monitorar e auxiliar na assistência técnica e extensão rural dada aos extrativistas das comunidades pelos técnicos.
4.2 Gerenciar a criação de estruturação dos núcleos e das mini-usinas nas comunidades.
4.3 Incentivar a produção agroecológica, ajudar na formação de agroflorestas e passar instruções para o manejo dos meios naturais com racionalidade.
4.4 Avaliar e acompanhar os técnicos e mobilizadores ambientais através de relatórios das atividades desenvolvidas nas comunidades beneficiadas.
4.5 Implementar unidades demonstrativas de campo em três comunidades nos núcleos do Mosaico.

5. PRODUTOS

5.1. Relatório técnico das atividades desenvolvidas com registro fotográfico.
5.2. Relatórios mensais de prestação de contas.

6. PRAZOS

O prazo de execução do projeto será de 2 (dois) anos.

O candidato será contrato por um período de 1 (um) ano podendo ser prorrogado por mais 1 (um) ano. Os 3 (três) primeiros meses, serão de experiência.

7. VALORES

O contratado terá um vencimento mensal bruto de R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais).

As despesas com transporte, alimentação e hospedagem decorrentes da execução do projeto, quando em viajem, correrão por conta do projeto mediante reembolsos de notas fiscais, desde que autorizadas pela coordenação do projeto.

8. QUALIFICAÇÃO

8.1 Formação nível superior completo em Engenharia Agrônomica, Ambiental, Florestal e/ou áreas afins;
8.2 Carteira Nacional de Habilitação (CNH) - Tipo B;
8.3 Experiência de pelo menos um ano na área de atuação do projeto;
8.4 Disponibilidade de moradia na área do Mosaico (Núcleo Sertão Veredas).

9. SUPERVISÃO

A supervisão será feita pela diretoria da Cooperativa Sertão Veredas e pela coordenação do projeto.

10. PROCEDIMENTOS PARA CONCORRENCIA DA VAGA

10.1 Os currículos vitae deverão estar na sede da COOP. Sertão Veredas até o dia 05 de abril de 2012, em horário comercial, para o endereço: Avenida Getulio Vargas, nº 832, Centro, Chapada Gaúcha/MG CEP: 39314-000. O candidato poderá optar pelo envio do currículo por e-mail: pmosaicoextrativismo@gmail.com.
Assunto: Concorrência Cargo Engenheiro/ Projeto Mosaico, desde que haja a confirmação de recebimento pela Coordenação do Projeto Extrativismo Vegetal Sustentável, Mosaico Sertão Veredas- Peruaçu.
10.2 Serão selecionados até 03 (três) currículos para realização de entrevistas.
10.3 As entrevistas acontecerão no dia 10 de abril de 2012 na sede da COOP SERTÃO VEREDAS situada na Avenida Getulio Vargas, nº 832, Centro, Chapada Gaúcha/MG.
10.4 O resultado será comunicado ao candidato selecionado no dia 10 de abril de 2012.

Chapada Gaúcha, 26 de março de 2012

José Correia Quintal
Presidente da Coop Sertão Veredas


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TERMO DE REFERÊNCIA Nº 004/12


Projeto Extrativismo Vegetal Sustentável
Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu
AC FSA CAIXA nº: 0007.007/2011. cerrado



1. OBJETIVO: Contratação de três (03) Técnicos Agropecuários, de Meio Ambiente e/ou áreas afins, para executar as atividades do projeto Extrativismo Vegetal Sustentável, sob a execução da Cooperativa Sertão Veredas.

2. CONTEXTUALIZAÇÃO:

A região do Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu abrangendo onze municípios do norte e noroeste do estado de Minas Gerais além de um município do oeste do estado da Bahia se veste de grande importância do ponto de vista da preservação ambiental, já que abriga um intrincado de áreas de Proteção Ambiental, formando o "Mosaico", onde se formam nascentes e rios atestando um alto grau de riqueza de recursos hídricos responsáveis por mais de 20% da água que abastece o rio São Francisco. Preserva ainda áreas quase intactas com a fauna e flora do cerrado e zona de transição cerrado, - caatinga e mata seca. Considerando a população humana existente na área do Mosaico, tanto em áreas de preservação, quanto no seu entorno e mesmo a população urbana pode-se observar a grande riqueza cultural através de manifestações artísticas, religiosas e nos "fazeres" e costumes, na culinária e no artesanato, enfim, na forma de viver, existe aí um grande tesouro a ser preservado. Existem centenas de comunidades tradicionais que habitam áreas do entorno das Unidades de Preservação na abrangência do Mosaico. Muitas vezes com impacto negativo direto, como pisoteio de gado, fogo e caça.

Projetos envolvendo estas comunidades em práticas de desenvolvimento sustentável contribuem para a educação ambiental. As famílias que se envolvem em processos de produção a partir do extrativismo amadurecem a visão sobre a preservação e passam a acreditar que é possível tirar parte do sustento da mata nativa preservada.
Por sua vez o extrativismo desenvolvido nas comunidades, incentivando o associativismo, vai de encontro à outra vertente do Plano do Mosaico, o Turismo Eco cultural, valorizando justamente as artes tradicionais que esta região apresenta.

Além dos produtos do extrativismo, que não ficam apenas nos frutos, abrangendo também o artesanato e fitoterápicos, tem também a rica produção da agricultura familiar, com destaque para a farinha de mandioca e a rapadura.

O projeto tem como objetivo o desenvolvimento do Agroextrativismo Sustentável no Território do Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu; e promover ações para o desenvolvimento sustentável de atividades de produção, beneficiamento e comercialização de produtos do extrativismo vegetal na região do Mosaico e integrado ao manejo das unidades de conservação e demais áreas protegidas.

3. ABRANGÊNCIA

As atividades objeto deste TDR envolverão fases de campo e de escritório. O trabalho de campo terá como âmbito geográfico o território do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu que engloba os municípios: Arinos,Formoso,Urucuia, Chapada Gaucha, Cocos (BA), Januária, Bonito de Minas, Cônego Marinho, Itacarambi, São João das Missões e Manga.

A Sede do projeto será no município de Chapada Gaúcha.

4. ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS

4.1 Acompanhar, monitorar e auxiliar na assistência técnica e extensão rural dada aos extrativistas das comunidades pelos mobilizadores;
4.2 Gerenciar a criação de estruturação dos núcleos e das mini-usinas (unidades de recebimento) nas comunidades;
4.3 Incentivar a produção agroecológica, ajudar na formação de agro florestas e passar instruções para o manejo dos meios naturais com racionalidade;
4.4 Avaliar e acompanhar os mobilizadores ambientais através de relatórios das atividades desenvolvidas nas comunidades beneficiadas.
4.5 Implementar unidades demonstrativas de campo no Núcleo em que estiver atuando.

5. PRODUTOS

5.1. Relatório mensal de atividades desenvolvidas.
5.2. Relatórios mensais de prestação de contas


6. PRAZOS

O prazo de execução do projeto será de 2 (dois) anos.

O candidato será contrato por um período de 1 (um) ano podendo ser prorrogado por mais até 1 (um) ano. Os 3 (três) primeiros meses, serão de experiência.

7. VALORES

O contratado terá um vencimento mensal bruto de R$ 1.540,00 (um mil quinhentos e quarenta reais).

As despesas com transporte, alimentação e hospedagem decorrentes da execução do projeto, quando em viajem, correrão por conta do projeto, mediante reembolsos de notas fiscais, desde que autorizadas pela coordenação do projeto.

8. QUALIFICAÇÃO

8.1 Curso Técnico em Agropecuária, de Meio Ambiente e/ou áreas afins;

8.2 Carteira Nacional de Habilitação (CNH) - Tipo A;

8.3 Experiência com trabalho agroextrativista e ambiental em geral e com comunidades tradicionais e outras.

9. SUPERVISÃO

A supervisão será feita pela diretoria da Cooperativa Sertão Veredas, pela coordenação do projeto e pelo engenheiro do projeto.

10. PROCEDIMENTOS PARA CONCORRENCIA DA VAGA

10.1 Os currículos vitae deverão estar na sede da COOP. Sertão Veredas até o dia 05 de abril de 2012, em horário comercial, para o endereço: Avenida Getulio Vargas, nº 832, Centro, Chapada Gaúcha/MG CEP: 39314-000. O candidato poderá optar pelo envio do currículo por e-mail: pmosaicoextrativismo@gmail.com - Assunto: Concorrência Cargo Técnico/Projeto Mosaico, desde que haja a confirmação de recebimento pela Coordenação do Projeto Extrativismo Vegetal Sustentável, Mosaico Sertão Veredas- Peruaçu.
10.2 Os currículos deverão indicar para qual núcleo deseja concorrer sendo: a) Núcleo Sertão Veredas (Chapada Gaúcha, Arinos, Formoso e a comunidade de Cajueiro em Cocos-BA); b) Núcleo Pandeiros (Januária, Bonito de Minas e Cônego Marinho); e, c) Núcleo Peruaçu (Itacarambi, São João das Missões e Manga)
10.3 Serão selecionados até 05 (cinco) currículos por núcleo, para realização de entrevistas.
10.4 As entrevistas acontecerão no dia 11 e 12 de abril de 2012, na sede da COOP SERTÃO VEREDAS situada na Avenida Getulio Vargas, nº 832, Centro, Chapada Gaúcha/MG, da seguinte forma:
• Dia 11 de abril de 2012 - entrevistas dos candidatos selecionados para o Núcleo Sertão Veredas.
• Dia 12 de abril de 2012 - entrevistas dos candidatos selecionados para Núcleo Pandeiros e Peruaçu.
10.5 O resultado do processo seletivo será comunicado aos candidatos selecionados no dia 13 de abril de 2012.

Chapada Gaúcha, 26 de março de 2012

José Correia Quintal
Presidente da Coop Sertão Veredas

sábado, 17 de março de 2012

Mascate de Boas Causas

Mascate de Boas Causas

JAIME SAUTCHUK*

Seu pai era mascate libanês no interiorzão de São Paulo, no início do século passado. Sua mãe era filha da roça na pequenina São Luis de Paraitinga, no vale do Parnaíba, entre Taubaté e Ubatuba, no litoral norte paulista. Ali nasceu, em 24 de outubro de 1924, o brasileiríssimo Aziz Nacib Ab'Saber, um mascate de boas causas que partiu na semana passada, nos deixando boa carga de saber, tudo fiado.

Aos 17 anos, ele ingressou na Universidade de São Paulo (USP), nos cursos de Geografia e História. Virou geógrafo, para efeito de colocar uma profissão em documentos. Foi, porém, filósofo, historiador, ecólogo, arqueólogo, antropólogo, um monte de coisas, sempre com a marca de humanista, de ferrenho defensor de uma sociedade mais justa. Em seu livro "O Que é Ser Geógrafo", por exemplo, ele ensina como é ser muito mais que geógrafo.

Além da ciência, ele abraçava as causas sociais, ambientais e políticas. Brigou com a ditadura militar e sempre esteva nos palcos e nas ruas em defesa da Anistia, das Diretas-já, mas não parou por aí. Foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da qual virou presidente de honra.

Esteve lado a lado com Luiz Inácio Lula da Silva antes e depois deste virar presidente da República. Mas virou crítico de seus governos, por considerá-los muito frouxos nas questões ambientais. Até semana passada, antes de morrer, ainda repetia que as políticas oficiais no campo do meio ambiente, no Brasil, seguem o ditame da ganância dos poderosos, sem uma visão de futuro.

Nessa linha, sempre criticou o projeto de transposição do rio São Francisco, obras que, em sua visão, irão beneficiar o grande produtor e construtoras, sem atender o sertanejo nordestino. Tampouco se cansou de apontar defeitos, que considerava graves, na proposta de Código Florestal que hoje tramita no Congresso, na bica para ser votada.

Ab'Saber apontava com exagerada e nociva a aceitação de propostas da bancada ruralista no Congresso em relação a esse tema. Mas sua crítica mais severa é em relação ao fato de que a proposta de novo Código ignora solenemente as características de dois dos biomas da flora brasileira: a Caatinga e o Cerrado.

Quanto ao Cerrado, ele era um dos cientistas brasileiros que comprovaram a presença desse bioma na maior parte do território nacional, do Rio de Janeiro e São Paulo à toda Amazônia. E isso até bem pouco tempo. Em São Paulo, por exemplo, onde esse bioma era chamado genericamente de "campos gerais", nasceram cidades com os nomes de São José dos Campos, Santo André dos Campos Belos, Campinas e por aí vai.

Na Amazônia, há perto de 60 milhões de anos, os rios da região corriam no sentido Oeste, quando houve a separação dos continentes e formação dos Andes. Tudo ali era Cerrado. Só há 20 mil anos (ontem, portanto) é que houve um movimento na crosta da Terra que atingiu a foz do rio Amazonas, fazendo com que as águas de toda sua bacia fossem espraiadas, gerando uma vegetação mais densa, que é a floresta.

Na própria Amazônia brasileira, o Cerrado é presente ainda hoje nos estados do Amapá, Roraima, Rondônia e mesmo Amazonas e Acre. Na fronteira Norte, transpondo o Sistema Parima de Serra, em Roraima, adentramos a chamada savana venezuelana, que nada mais é do que Cerrado, numa extensa área, até a foz do rio Orinoco.

Mas isso, na vasta obra de Ab'Saber, é quase um detalhe. Aos 87 anos, na quinta-feira da semana passada, véspera de sua morte, ele foi pessoalmente à USP entregar suas obras completas gravadas em CDs. Praticamente tudo já foi publicado em duas dúzias de livros e milhares de artigos, coletâneas, depoimentos e por aí afora. Mas agora ficou tudo consolidado.

Nela, ele trata da ocupação do Brasil, do índio ao colonizador, até os nossos dias. E das questões climáticas, mesmo no plano global, prevendo efeitos de possíveis mudanças que venham a ocorrer ao redor do Planeta e até fora dele. Por isso, seu trabalho é reconhecido e premiado no mundo inteiro.

Como pessoa, entretanto, sempre foi um homem pé na terra, simples, muito sensível às questões do cotidiano, muito paciente com todos que o cercaram nos mais diversos ambientes em que vivia. Andar num carro de governador ou num velho e empoeirado jipão, para ele, não fazia diferença alguma. Falar para um grupo de alunos no corredor da escola ou em um grande comício em praça pública também. Sempre com um humor fino, perspicaz.

Quando ingressou na universidade, virou jardineiro do campus para poder estudar. E, enquanto galgava as escalas mais altas na formação acadêmica, em meio a uma vastidão de estudos e pesquisas, encontrava tempo para lecionar em escolas públicas do ensino fundamental.

Ele viveu repassando ideias e informações, sempre ansioso para aprender mais e mais, como costumava dizer. Era um baú de conhecimento. E assim tornou-se figura admirada e muito querida por todos que o conheciam. Como todo bom mascate.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CARTA DOS EXTRATIVISTAS E AGROEXTRATIVISTAS

CARTA DOS EXTRATIVISTAS E AGROEXTRATIVISTAS
http://www.povosdocerrado.org.br/

Goiânia, 03 de fevereiro de 2012.

À Sociedade Brasileira

Nós ‐ extrativistas, agroextrativistas, agricultores familiares, assentados, mulheres quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, ribeirinhos, geraizeiros, retireiros e pescadores dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí, reunidos na cidade de Goiânia nos dias 1 e 2 de fevereiro de 2012, após avaliação e análise criteriosa do que vem ocorrendo nos cerrados brasileiros, vimos a público informar e exigir providências imediatas diante da grave situação que se encontra esse bioma e seus povos. Para isso destacamos:

Até hoje, tanto o Executivo como o Legislativo sequer se dignaram a votar o pleito antigo dos Povos dos Cerrado de considerar nosso bioma como Patrimônio Nacional como são reconhecidos a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Por quê? Por quê?

Ignora‐se que esse bioma detém mais de um terço da diversidade biológica do país?

Ignora‐se que é no Cerrado que se formam os rios que conformam as grandes bacias hidrográficas brasileiras como a do São Francisco, a do Doce, a do Jequitinhonha, a do Jaguaribe, a do Parnaíba, a do Araguaia/Tocantins, do Xingu, do Tapajós e Madeira (da bacia amazônica), além dos formadores da bacia do Paraguai e do Paraná/bacia do Prata?

Ignora‐se que estão relacionadas ao Cerrado as duas maiores áreas alagadas continentais do planeta, ou seja, o Pantanal e o Araguaia?

Ignora‐se, como disse Guimarães Rosa, que o Cerrado é uma caixa d’água?

O que mais se precisa para reconhecer esse rico bioma como patrimônio nacional? Por que não? Por que não?

Ignora‐se que esse bioma é o único bioma que tem vizinhança com todos os outros biomas brasileiros (com a Amazônia, com a Caatinga, com a Mata Atlântica, com a Mata de Araucária)?

Ignora‐se que somente essas áreas de contato correspondem a 14% do território brasileiro que somados aos 22% do bioma Cerrado correspondem a 36% do nosso território?

Ignora‐se que esses 14% do território de contato com o bioma Cerrado a outros biomas são áreas de enorme complexidade e ainda maior diversidade biológica?

Ignora‐se que nessas áreas, particularmente, o conhecimento em detalhe, o conhecimento local, é de enorme valia e que o Brasil detém um acervo enorme desse conhecimento com suas populações camponesas, indígenas e quilombolas que, assim, se mostram importantes para a sociedade brasileira, para a humanidade e para o planeta?

Não se pode ignorar tudo isso que clama por reconhecimento. Exigimos tanto do Executivo quanto do Legislativo que reconheçam o Cerrado, enfim como Patrimônio Nacional. Mesmo assim cabe a sociedade brasileira e a humanidade indagar porque o Cerrado continua sendo esquecido.

De nossa parte, como populações extrativistas e agroextrativistas do Cerrado temos envidados nossos melhores esforços para que tenhamos uma política socioambiental, justa, democrática e responsável.

Aprendemos com nossos irmãos amazônicos, sobretudo com os seringueiros e seu líder Chico Mendes que não há defesa de nenhum bioma sem seus povos. É de Chico Mendes a máxima, “não há defesa da floresta, sem os povos da floresta”. Daí dizermos em alto e bom tom: Não há defesa do Cerrado sem os povos do Cerrado.

O conhecimento de nossos povos e etnias desenvolvido com o Cerrado é essencial para sua preservação. Com todo o respeito que nutrimos pelo saber científico sabemos que o conhecimento e a sabedoria desenvolvidos há milênios e séculos pelos camponeses e indígenas é um acervo fundamental que colocamos a disposição para um diálogo com qualquer outro saber.

Daí a convicção que temos da importância de nosso conhecimento, reconhecido por vários cientistas e pesquisadores do Brasil e do exterior, surgiu a idéia de lutarmos por Reservas Extrativistas no Cerrado. Desde o início dos anos 1990 que vimos nessa luta, sabemos que a política socioambiental não pode se restringir à punição e à fiscalização. Ela tem que ser propositiva e ser positiva. Para isso propomos as Reservas Extrativistas onde nosso conhecimento tradicionalmente desenvolvido pode contribuir para a preservação e conservação do Cerrado garantindo uma vida digna para seus povos. Todavia como andamos?

No balanço que fizemos nesses dois dias de trabalho intenso constatamos que nas 30 Resex’s, tanto nas já decretadas como nas que estão em processo de reconhecimento e regularização, a situação das comunidades foi sensivelmente deteriorada pelo completo descaso das autoridades, sobretudo em resolver o problema fundiário, esse nó estrutural que impede até hoje que a sociedade brasileira seja mais justa e feliz.

O fato dessas áreas terem sido decretadas ou estarem em processo de decretação sem que o problema fundiário tenha sido resolvido, tem feito com que os fazendeiros que deveriam ser indenizados pelo poder público, passem a impedir que a população local tenha acesso para a coletar o baru, o pequi, a fava d’anta, o babaçu e mais de uma centenas de outros produtos com que temos sobrevivido e oferecido à sociedade alimentos, remédios e bebidas.

Desde que o ICMBIO foi criado em 2007 nenhuma Resex foi criada no Cerrado. Olhado da perspectiva dos Povos do Cerrado o ICMBIO não faz jus ao nome de um dos nossos companheiros que morreu por sua justa luta, para afirmar um paradigma, onde a defesa da natureza não se faça contra os povos mas, ao contrário, se faça através deles. Em função dessa omissão das autoridades cuja responsabilidade pública as obriga a zelar pelo patrimônio natural, uma das entidades de nossa articulação entrou com uma ação pública civil junto ao Ministério Público. Todavia, passado 1 ano sequer nossa ação mereceu qualquer resposta por parte do Ministério Público, apesar de ser uma denúncia de prevaricação de um órgão público. A julgar pelos dados oficiais que nos informa que no último ano foram desmatados somente no Cerrado 646 mil hectares, o que perfaz um total de 1.772,33 hectares por dia, podemos dizer que a cada dia que o Ministério Público deixa de se pronunciar e, assim, de julgar o crime de prevaricação, deixa de evitar que mais de mil e setecentos hectares sejam desmatados diariamente. A palavra está com o Ministério Público enquanto a nossa realidade espera com devastação e insegurança. Tudo isso alimenta um lamentável clima de impunidade.

Ignora‐se que muitos remédios que curam o glaucoma, a hipertensão arterial depende de frutos colhidos por nós, como é o caso faveira/fava d’anta de onde se extrai mais de 90% da rutina, substância química para esses remédios. Ignora‐se, e por ignorância alimenta‐se o preconceito, que essas populações podem viver dignamente dessas atividades, como provamos que numa área com 4 arvores adultas de baru se obtém mais renda do que em um hectare plantado com soja.

Enfim, precisamos ter uma política que dialogue com nossa cultura, com nossos povos para que se tenha um viver bem com justiça social e responsabilidade ecológica. Mas para isso é preciso que as autoridades viabilizem as Resex’s no Cerrado. Toda nossa mobilização encontra a desculpa pouco crível da falta de recursos. Bem sabemos que se há falta recurso é preciso estabelecer prioridades. Isso é fundamental na política. Desse modo, a falta de recursos acaba sendo a confissão pública de que as Resex’s no Cerrado não são prioridade. Mas sabemos que o argumento da falta de recurso é um argumento em si mesmo falso. Afinal, o governo tem anunciado publicamente sua eficiência no recolhimento dos impostos que a cada ano engorda mais a receita federal. O nosso governo tem anunciado ainda os sucessivos saldos, nas contas externas, como prova de seu êxito. Se tanto êxito há na entrada de divisas no país e no recolhimento de impostos da receita federal como se sustenta o argumento de que não há recursos?

Mais grave ainda, é o fato de que aqueles que como nós, vimos lutando por essas reservas extrativistas estamos expostos à truculência não só dos fazendeiros que nos impedem o acesso das áreas onde tradicionalmente colhemos, como também da expansão do latifúndio da monocultura de exportação de soja, da monocultura de algodão, da monocultura de eucalipto, da monocultura de pinus, da monocultura de girassol, da invasão de madeireiros, da expansão de carvoarias para fazer carvão para ferro gusa e exportar minério puro para mineradoras que vem crescendo sobre nossas áreas da pressão para a construção de barragens que, via de regra, servem de base para a exploração mineral para exportação. Todos esses setores foram nominalmente citados na avaliação criteriosa das ameaças de cada uma das Resex’s criadas e em processo de criação nos cerrados.

A truculência dos que ameaçam se concretiza na ameaça de morte aos nossos companheiros e companheiras que se vêem obrigados, tal e como na época da ditadura, a viverem escondidos longe de suas famílias. Exigimos das autoridades todas as providências para a garantia das vidas de Osmar Alves de Souza do município de São Domingos/GO; de Francisca Lustosa do município de Tanque/PI, Maria Lucia de Oliveira Agostinho, município de Rio Pardo de Minas/MG; Neurivan Pereira de Farias, município de Formoso/MG, Wedson Batista Campos, município de Aruanã/GO; Adalberto Gomes dos Santos do município de Lassance/MG; Welington Lins dos Santos, município de Buritizeiro/MG; Elaine Santos Silva, município Davinópolis/MA; José da Silva, município de Montezuma/MG.

Responsabilizamos antecipadamente as autoridades pelo que vier acontecer com a vida desses companheiros e dessas companheiras, cujo único crime tem sido o de lutar pela dignidade de suas famílias através da Resex’s. Não queremos que o nome desses companheiros e companheiras venha a se somar ao de Chico Mendes, ao de Dorothy Stang e aos quase 2000 assassinados no campo brasileiro desde 1985, conforme vem acompanhando a Comissão Pastoral da Terra. Temos todas as condições com as Resex’s de oferecer condições de vida digna, com justiça e equidade social com a defesa do Cerrado. Não queremos que nossas famílias venham engordar os dados estatísticos dos que dependem da bolsa família, ou outras bolsas para viver. Respeitamos essa política, até porque a temos como uma conquista do povo brasileiro, mas não vemos como bons olhos o aumento do número dos que vivem dela. A Resex é uma maneira mais sustentável de garantir a sobrevivência digna, como é a reforma agrária. Chico Mendes, dizia que a “Resex era reforma agrária dos seringueiros”. E nós afirmamos que a Resex é a forma de ampliar o significado da reforma agrária ao lhe dar sentido ecológico e cultural.

Este ano o Brasil estará recebendo não só governantes de todo o mundo como diversas populações de todo o planeta na Rio+20. Assim como nós, vários grupos sociais da África, da Ásia e na América Latina que vem sofrendo com avanço sobre suas terras de um agronegócio devastador e uma mineração voraz de minérios e água estarão também aqui presentes.

Esperamos que as autoridades brasileiras estejam a altura de suas responsabilidades de estarem à frente do maior país tropical do mundo e onde se encontram as maiores reservas de água do planeta. Que honre esse fato de ser a tropicalidade caracterizada pela enorme diversidade biológica e que ainda honre por zelar pelo enorme acervo de conhecimentos que está entre as quebradeiras de coco de babaçu, os vazanteiros, os retireiros, os caatingueiros, os pescadores, os geraizeiros para ficarmos com alguns grupos sociais dessa enorme sociodiversidade do Cerrado.

A diversidade biológica e a sociodiversidade, para nós indissociáveis, não podem continuar sendo retórica nos documentos oficiais, sem que haja o rebatimento no orçamento para garantia de solução da questão fundiária. De nada adianta falar de rica biodiversidade se não se garante no orçamento dinheiro para compra de terras.

Sabemos que nossas caras não são as caras que freqüentam as páginas nobres das principais revistas e jornais do país ‐ somos em nossa maior parte mestiços, mulatos, cafuzos, negros, índios, brancos pobres muitas vezes com a cara suja de carvão. Sabemos que o Cerrado tem sido oferecido aos grandes latifúndios do agronegócio, que não só produzem muitas toneladas de grãos, de pasta de celulose, de carnes para exportação como também produzem muita poluição e muito desperdício das águas, produzem muita erosão, produzem monocultura onde há muita diversidade de plantas e animais e ainda produzem muito/as trabalhadore/as rurais sem terras com a concentração de terras e concentram poder econômico e político e, assim, contribuem para por em risco a democracia. Basta ver o poder que tem as empresas de mineração e dos agronegociantes para fazerem propaganda, financiarem noticiários nas rádios, jornais e TV’s onde, via de regra, somos criminalizados e vistos como aqueles que querem impedir o progresso, como se só houvesse uma maneira de progredir, e como se fôssemos o lado errado.

No entanto, estamos aqui cônscios de que temos muito a dar ao Brasil, à humanidade e ao planeta. Nossa luta não será em vão e, por isso, dizemos com o poeta:

“Nem tudo que é torto é errado,veja as pernas do Garrincha
e as árvores do Cerrado”. Nicolas Behr

Viva o Cerrado!Viva os Povos do Cerrado!O Cerrado não vive por si só!

Que a Rio+20 seja a confluência dos diversos rios de resistência pela cultura e pela natureza!


Assinam:

‐ Rede de Comercialização Solidária de Agricultores Familiares e Extrativistas do Cerrado

‐ Resex Mata Grande, Davinopólis/MA
‐ Resex Lago do Cedro, Aruanã/GO
‐ Resex Recanto das Araras de Terra Ronca, São Domingos/GO
‐ Resex Chapada Limpa, Chapadinha/MA
‐ Resex Chapada Grande, Tanque/PI
‐ Resex Galiota e Córrego das Pedras, Damianopólis/GO
‐ Resex Contagem dos Buritis, São Domingos/GO
‐ Resex Rio da Prata, Posse/GO
‐ Resex Tamanduá/Poções, Riacho dos Machados/MG
‐ Resex Sempre Viva, Lassance/MG
‐ Resex Serra do Múquem, Corinto/MG
‐ Resex Barra do Pacuí, Ibiaí/MG
‐ Resex Três Riachos, Santa Fé de Minas/MG
‐ Resex Brejos da Barra, Barra/BA
‐ Resex Serra do Alemão, Buritizeiro/MG
‐ Resex Curumataí, Buenopólis/MG
‐ Resex Retireiros do Médio Araguaia, Luciara/MT
‐ Resex Areião e Vale do Guará, Rio Pardo de Minas/MG
‐ Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias Turísticos do Cerrado ‐ COOPCERRADO
‐ Cooperativa Grande Sertão
‐ Cooperativa de Agricultores Familiares Agroextrativistas de Água Boa II
‐ Associação dos Moradores agricultores familiares de Córrego Verde
‐ Associação dos Retireiros do Médio Araguaia
‐ Associação dos trabalhadores da reserva extrativista Mata Grande/MA
‐ Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu
‐ Associação dos agricultores familiares trabalhando junto
‐ Colônia de Pescadores de Aruanã/GO
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Riacho dos Machados/MG
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Lassance/MG
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Buritizeiro/MG
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Jequitaí/MG
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Santa Fé de Minas/MG
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Ibiaí/MG
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Montezuma/MG
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Davinopólis/MA
‐ Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Tanque/PI
‐ Coordenação do Pólo Sindical do Pólo de Oeiras/PI
‐ Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado‐CEDAC
‐ Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais ‐ CAA
‐ Projeto Chico Fulô
‐ Universidade Federal Fluminense
‐ Federação dos Trabalhadores Rurais de Minas Gerais‐ FETAEMG